CEA destaca que nada mudou desde 1996 em relação às áreas verdes de Pelotas – a desconservação das unidades de conservação

O Centro de Estudos Ambientais – CEA, com sede em Pelotas, destacou recentemente em seu site um artigo publicado no Jornal Diário da Manhã em que destaca a importância das áreas verdes nas cidades. A nota foi publicada em 9 de abril de 1996 e de lá para 2017 nada mudou, diz.  Veja a nota, seguida de artigo do Advogado e militante ambientalista Antonio Soler:

As Unidades de Conservação Desconservadas, artigo de abril de 96

Com esse titulo, o CEA publicou o artigo abaixo, no Jornal Diário da Manhã (Pelotas), em 09 de abril de 1996, destacando a importância das áreas verdes, no meio urbanizado, bem como das áreas protegidas, para a proteção ambiental e a necessidade do governo municipal em reservar recursos para politicas ambientais que contemplem tais preocupações.

Como sabemos, passados mais de vinte anos da publicação desse artigo, pouco ou nada mudou. Pelotas ainda aguarda pelo seu Parque Urbano, bem como pela implantação de uma Unidade de Conservação, apesar de grande potencial para ambos, visto que inclusive é proprietário de três áreas: Parque Farroupilha, barragem e Ecocamping. Falta gestão, não falta área!!!

 

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AGAPAN realiza encontro sobre a história e o futuro do movimento ambientalista

Com a forte presença de ambientalistas históricos e muita juventude, o  Auditório da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS sediou na noite desta segunda-feira (11/9/2017)  duas palestras: a da historiadora Elenita Malta, sobre a história da AGAPAN – Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural e, em conseqüência, do movimento ambientalista em nosso Estado, e do jornalista Roberto Villar Belmonte, sobre a necessidade do ambientalista sair do seu nicho e falar mais para a sociedade, como atividade básica para ampliar as aceitações das teses do movimento e evitar retrocessos. A mesa dos trabalhos foi conduzida pelo presidente da entidade AGAPAN, Francisco Milanez, que promoveu o encontro que faz parte do ciclo AGAPAN Debate.

Elenita narrou diversas atuações de Lutzenberger e da Agapan e concluiu que o termo “sustentabilidade” como vem sendo utilizado hoje poderia ser considerada uma “ecopornografia”.  Villar destacou que falta comunicação ao movimento ambientalista e que o jornalismo que defende é aquele que serve à transformação da sociedade.

Na platéia, a filha de José Lutzenberger, Lilly, o professor Luis Rios de Moura Batista, o jornalista José Fonseca, a geógrafa Káthia Vasconcellos Monteiro, o advogado Beto Moesch, o monge budista Celso Marques, a professora Conceição Carrion, o professor Darci Campani, o engenheiro ambiental Eduardo Quadros, a professora Sandra Mendes Ribeiro, o jornalista Heverton Lacerda, o fundador da Agapan e professor Alfredo Gui Ferreira, a bióloga Karin Potter, entre outros.

O evento foi filmado e será colocado à disposição dos interessados em alguns dias no canal da AGAPAN no YouTube.  Fotografias de Sandra Mendes Ribeiro e Adriane Bertoglio Rodrigues.

Movimento Roessler posiciona-se contra Tecnosinos, da Unisinos, no Parque Balduíno Rambo

Captura de Tela 2017-08-27 às 19.46.54Anunciada há algumas semanas a intenção da UNISINOS avançar sobre área da Reserva Florestal Parque Balduíno Rambo, o presidente do Movimento Roessler de Defesa Ambiental, Arno Kayser, publicou  contraponto enérgico em artigo publicado no Jornal VS na última sexta-feira, 25/8/2017:

Parque Balduíno Rambo

Lemos com tristeza a notícia de que a Unisinos está solicitando ao governo do Estado uma área do Parque Balduíno Rambo para expansão do Tecnosinos. Logo ficamos imaginando como reagiria o homenageado ao saber da notícia. Balduíno Rambo lutou muito para proteger esta área e  não ficaria contente com a ideia. Já no passado, se pretendia implantar um distrito industrial.

Mas, se nos anos 40/50 os motivos para preservar a área já eram fortes, imagina nos nossos dias. Trata-se de uma das últimas grandes áreas verdes preservadas na região metropolitana no eixo da BR-116. E próximo há áreas  desocupadas já bem alteradas que poderiam abrigar o empreendimento do Tecnosinos. Como exemplo citamos a área junto ao entroncamento da BR-116 e BR-448 abandonada há anos.

O Parque Balduíno Rambo precisa de mais proteção para que continua seu papel de área verde estratégica da região. Os próprios empreendedores que vierem a se somar ao projeto do Tecnosinos por certo não ficariam confortáveis em saber que sua empresa está sendo implantada em substituição a uma das últimas áreas verdes de grande porte de todo o Vale do Sinos. Não cremos que seja este o desenvolvimento tecnológico que realmente se espera nos dias atuais em que a proteção da natureza conjugada com o avanço tecnológico é cada vez mais presente.

Imaginamos que, se hoje vivo, o padre Rambo certamente estaria lutando para consolidar o espaço como uma zona de pesquisa e lazer para toda a população. Por isto defendemos que se considerem outras alternativas para a localização do Tecnosinos do que avançar numa área com uma vocacão tão nobre para a defesa da vida da região, e se avalie outro caminho em sintonia com o espírito do nosso tempo.

CEA participa semanalmente de programa de rádio

Captura de Tela 2017-06-04 às 10.50.58Todas as semanas, às segundas-feiras, a partir das 8h45min, o Centro de Estudos Ambientais (CEA) (https://www.facebook.com/CEAong/timeline), a primeira ONG ecológica da região sul do RS, participa do Programa Contraponto da RádioCom Satolep – 104.5 FM (http://www.radiocom.org.br/), realizando  comentário sobre ecologia política, abordando temas de interesse local, regional e global.