A mortandade das abelhas é o tema do Agapan Debate nesta segunda

Captura de Tela 2019-09-14 às 22.38.21.pngO vertiginoso aumento da mortandade de abelhas nos últimos anos tem preocupado a sociedade e intrigado pesquisadores, cientistas e agricultores. A enigmática previsão atribuída ao renomado cientista Albert Einsten de que a humanidade teria apenas quatro anos de existência na Terra caso as abelhas viessem a desaparecer começa a ter sentido para alguns. Mas o que sabemos sobre isso e, principalmente, por que as abelhas estão morrendo?

É a partir dessa questão que será realizado o Agapan Debate nesta segunda-feira, dia 16/9, no auditório da Faculdade de Arquitetura da Ufrgs, em Porto Alegre. O objetivo é discutir a respeito do tema e apontar caminhos para que o problema possa ser encarado com a seriedade e a urgência que a questão exige. Para isso, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) convidou os engenheiros agrônomos Sebastião Pinheiro e Nadilson Roberto Ferreira, que debaterão com o público presente sob mediação da conselheira da entidade e farmacêutica Ana Maria Dait Valls Atz.

O Agapan Debate tem entrada gratuita e inicia às 19h.

Nitrosamina

Sebastião – Com o tema “Cuidem-se: nitrosoanima não é nitrosamina. O fogo volta a arder”, o engenheiro agrônomo, professor, escritor e pesquisador Sebastião Pinheiro, chama a atenção para ameaças que rondam a sociedade, a partir da liberação de diversos agrotóxicos. Sebastião Pinheiro é ativista científico em agricultura saudável, cromatografia de Pfeiffer e agroecologia camponesa. É técnico agrícola pela Unesp, Jaboticabal/SP, 1967; engenheiro agrônomo pela Universidad Nacional de La Plata (UNLP), 1973. pós-graduado em Engenharia Florestal, na Escola Superior de Bosques, UNLP, Argentina, 1975. Foi delegado brasileiro no Codex Alimentarius das Nações Unidas em Haia, na Holanda. Pós-graduado em Toxicologia, Poluição Alimentar e Meio Ambiente na Bundesanstalt für Getreide-, Kartoffel- und Fettforschung (BAGKF), Alemanha, 1983. Investigou em Tucuruí o uso clandestino de herbicidas (Agente Blanco e Agente Laranja), em 1985.

Sebastião Pinheiro é autor e coautor de diversas publicações: “Agente Laranja em uma República de Banana”, “Biotecnologia: muito além da revolução verde” (por Henk Hobbleink, tradução e contribuição), “Agricultura Orgânica e Máfia dos Agrotóxicos no Brasil” (em parceria com Dioclecius Luz e Nasser Youssef Nasr); “Ladrões de natureza”; “Saúde no solo versus Agronegócios”. Traduziu de “Panes de Piedra” de Julius Hensel e “Húmus” de Selman Waksman. Em 1990, inicia os trabalhos na Universidade Federal do RS (Ufrgs) na Pró-Reitoria de Extensão Universitária e posteriormente no Núcleo de Economia Alternativa da Faculdade de Ciências Econômicas, como enlace com os movimentos sociais (MPA, MST, MMC e outros) até sua aposentadoria.

Polinização

Já com o título “Abelhas e polinização: do ser ao não ser”, o também engenheiro agrônomo Nadilson Roberto Ferreira, ex-coordenador da Câmara Setorial das Abelhas Produtos e Serviços do Rio Grande do Sul, da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), onde é servidor.

Natural de Pernambuco, com graduação em Engenharia Agronômica pela UFRPE, fez Mestrado (Ecologia de Campo) e Doutorado (Polinização) pela Ufrgs, com coorientação da PUCRS. Com 18 anos de convivência no Sítio Harmonia/PE, praticando permacultura, agrofloresta (agricultura sintrópica), apicultura e meliponicultura, Nadilson presidiu a ONG AMAGravatá/PE por duas gestões (quatro anos).

Foi consultor de Produção Mais Limpa; diretor de paisagismo e ecologia (duas gestões Gravatá-PE); membro dos Amigos da Terra e EconciênciaRS; consultor em Ecodesign/Gaia Education: dimensão social, econômica, ecológica e visão de mundo, além de oficineiro e ministrante de cursos em meliponicultura nas secretarias de Educação e de Meio Ambiente da Prefeitura de Porto Alegre. Também ministrante de cursos e palestras na Ufrgs/ UCS/Embrapa/Emater/RS-Ascar/Anama/Econciência/Amigos da Terra. Escreveu o livro “Manual de boas práticas para a criação e manejo racional de abelhas sem ferrão no RS” (EDIPUCRS – Ed. Esgotada).

Serviço

  • O Agapan Debate é promovido pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural. A Faculdade de Arquitetura da Ufrgs, que sediará a atividade, fica na rua Sarmento Leite, 320 (mapa), em Porto Alegre.
  • Entrada gratuita, limitada à lotação do Auditório
  • Mais detalhes e contato com a imprensa em http://www.agapan.org.br
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