Dia do Pampa será comemorado no domingo, 17

Captura de Tela 2017-12-13 às 09.42.49Com uma mateada, será comemorado no domingo, dia 17, o Dia do Bioma Pampa. A data é comemorada neste dia por coincidir com o dia de nascimento do ambientalista José Antonio Lutzenberger, em 1926 (falecido em 14/5/2002)  A AGAPAN – Associação Gaucha de Proteção ao Ambiente Natural e o INGA e a própria APEDeMA, que é a federação das entidades ambientalistas, estão apoiando a atividade, com o MOGDEMA, Núcleo de Ecojornalistas do RS e Clube de Cultura. Atividades para comemorar a data estarão acontecendo em todo o Estado do Rio Grande do Sul.

O Pampa foi reconhecido como Bioma em 2004 e teve seu dia criado em 2007, necessitando ser considerado como patrimônio natural na Constituição Federal! (PEC do Bioma Pampa 05/2009).

Entre os biomas brasileiros, o Pampa é exclusivo da metade sul do Rio Grande do Sul, ocupando uma área de 178.243 km2, correspondendo a 63% do território gaúcho e 2,07% do território nacional. É o que apresenta o menor número de áreas formalmente protegidas, representando somente 0,36% de sua área de ocorrência.

O Bioma Pampa ainda carece de legislação específica e de políticas públicas para sua proteção, como acontece com outros Biomas brasileiros, e vem sofrendo grande conversão das áreas de vegetação remanescente, que hoje não ultrapassam 36% de seu território, para monoculturas de exportação e outras formas de degradação de seus ecossistemas.

Além de patrimônio natural, o pampa é também um legado cultural do povo gaúcho que está ameaçado pelas monoculturas e pela destruição de seu habitat natural.

Nesse contexto, também os povos e comunidades tradicionais que historicamente vivem no bioma, têm sofrido com a ameaça a seus territórios, modos de vida e desrespeito a seus direitos. Suas trajetórias e culturas, entretanto, mantêm vivos os saberes e a forma respeitosa de relação com o ambiente, passados de geração em geração. Povos indígenas, comunidades quilombolas, pescadoras e pescadores artesanais, povo de terreiro, povo cigano e pomerano, benzedeiras e benzedores, além de pecuaristas familiares constituem uma sociodiversidade muitas vezes invisibilizada, mas que carrega consigo histórias de luta, resistência, cuidado e respeito aos seus lugares, contribuindo na conservação do Bioma. Muitas vezes, seus territórios tradicionais abrigam ainda áreas bastante conservadas e representativas do Pampa.

O Pampa vem sofrendo uma progressiva descaracterização do seu território pelas crescentes ameaças com o cultivo do agronegócio de árvores exóticas e plantas transgênicas como lavouras de soja e agrotóxicos, que não pertencem ao bioma nativo, no qual a vegetação original é composta por plantas herbáceas e arbustos. O campo é a expressão adequada para o perfil climático e o tipo de solo da região.

As pessoas e entidades envolvidas somam-se a esse evento auto organizado, convidando a todas/os para participarem desse encontro em prol do Bioma Pampa e em Defesa da Vida!

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