Ambientalistas publicam manifesto a favor da democracia

Captura de Tela 2016-04-08 às 20.51.01No dia 4 de abril, ambientalistas gaúchos e suas entidades representativas, reunidos no âmbito do núcleo ambiental do coletivo A Cidade que Queremos, de Porto Alegre (RS), acordaram por expressar publicamente uma posição – construída de forma coletiva – de defesa da democracia e da constitucionalidade. O documento foi divulgado na página da AGAPAN nesta sexta-feira, dia 8/4/2016.

Assinaram o documento os associados da APEDeMA AGAPAN/Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural – Agapan e o INGA – Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais.
Também assinaram: Associação de Moradores do Centro Histórico de Porto Alegre, Agência Livre para a Cidadania Informação e Educação – Alice, Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, Centro Ecológico, Fórum Ambiental de Porto Alegre, Grupo de Estudos em Saúde Coletiva – GESC/UFRGS, GT Agrotóxicos e Transgênicos da Associação Brasileira de Agroecologia –ABA, GT Contra o Uso de Agrotóxicos do CGVS, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST/RS, Via Campesina/RS, Núcleo Ambiental do Coletivo A Cidade que Queremos e Movimento Gaúcho em Defesa do Meio Ambiente – Mogdema. Adesões: Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa da Alimentação Saudável
Confira,  abaixo, a íntegra do documento:
MANIFESTO AMBIENTALISTA A FAVOR DA DEMOCRACIA 
No atual contexto de degradação das instituições e dos poderes executivos, legislativos e judiciários do Brasil, nós, ambientalistas gaúchos, nos posicionamos em defesa intransigente da democracia e da constitucionalidade dos procedimentos jurídicos, legislativos e políticos. Nesse sentido, somos contra o impeachment, que – embora seja uma ferramenta constitucional válida para a defesa da democracia -, na versão midiática e político-partidária que está acontecendo, se configura em golpe de estado.
As ameaças aos direitos civis, a hostilidade crescente nas redes sociais e nas ruas, a civilidade corrompida pela manipulação midiática distorcida, o conluio de interesses escusos entre forças que dominam a economia e a política e contaminam parte do Judiciário e da Polícia Federal devem ser enfrentados com a coragem e a dignidade que caracterizam nosso povo.
Não basta denunciar aqueles que trabalham contra os direitos sociais e a legalidade democrática, que se locupletam com a expectativa de dilapidar nosso patrimônio comum e comprometer nosso futuro como nação soberana. Precisamos enfrentá-los diretamente, em todos os espaços, desmascarando os procedimentos ilegais, os crimes contra a privacidade, o atropelo dos direitos e garantias de cidadania, a destruição de patrimônios comuns e a partidarização do Judiciário, assim como todo e qualquer movimento irresponsável que atue no sentido de desviar nosso povo e nosso país em direção a um estado de exceção que conhecemos, que já superamos, que não devemos esquecer e não queremos que retorne .
Com esta convicção, nos mobilizaremos em oposição aos atores que constroem pretextos artificiais para a interrupção da legalidade democrática, apontando um futuro de reformas políticas conservadoras, deletérias ao ambiente natural e nefastas ao destino civilizatório desta e das futuras gerações.
Nos manifestamos contra as ameaças aos direitos de cidadania!
Vale destacar o fato de que, ao mesmo tempo em que nos apresentamos em defesa da Democracia, reiteramos nossa até aqui fraudada expectativa de obter, no horizonte do atual governo, avanços institucionais consistentes em defesa da reforma agrária, do ambiente natural e de um modelo de desenvolvimento verdadeiramente sustentável em termos ecológicos no campo e na cidade.
Esperamos que, superado este momento de crise, emerjam políticas de Estado capazes de integrar e acolher as reivindicações da sociedade civil organizada no sentido de efetivar as mudanças estruturais nas áreas urbanas e rurais. Essas políticas são fundamentais para a necessária mudança de paradigma civilizatório, indispensável para superar a crise ecológica, evitar os retrocessos e impulsionar ações de preservação e recuperação da natureza, assim como a prevenção e a criminalização de danos ambientais.
Não ao golpe! Viva a Democracia! Pelo ambiente natural! Pelas atual e futuras gerações ! 
Porto Alegre, 04 de abril de 2016

 

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