Hélio Corbellini cancela reunião do CONSEMA

Em correspondência datada do dia 12 de abril de 2012, aos conselheiros do CONSEMA, o novo presidente do CONSEMA, Secretário da SEMA/RS, Hélio Corbellini, comunicou que a 147ª Reunião Ordinária do CONSEMA, que realizar-se-ia no dia 19 de abril de 2012, foi cancelada.

 A mensagem do novo Secretário considera: o sinistro  ocorrido no prédio sede da SEMA; a atual restrição do uso público do prédio; a busca de uma alternativa locacional para as reuniões; os prejuízos administrativos com a interdição do prédio até o dia 09 de abril do corrente. Tais justificativas não procedem.

Ainda que o sinistro pareça um motivo viável para o cancelamento dessa reunião, não foi relevante para o cancelamento de outra, no mesmo lugar. Em ofício enviado aos Componentes das  Câmaras Técnicas do CERBMA/RS (Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica do RS), Maria Isabel Stumpf Chiappetti, Presidente do CERBMA/RS, ciente da urgência dos debates ambientais que aguardam pareceres, manteve para o próximo dia 17 de abril, a partir das 9 horas, na sala do CE (Nº708, da Rua Carlos Chagas, 55) o seu encontro, com o objetivo de retomar os trabalhos destas e encaminhar assuntos urgentes.

 Reunião do CERBMA/RS Foto:  Mira-Serra.

Não à toa, a troca de Secretário de Meio Ambiente é um dos temas dessa reunião, como tem sido tema das reuniões da maior parte das Entidades Ambientalistas do RS, como a da APEDEMA/RS, do dia 11/4. A primeira decisão visível do novo secretário já se mostra inadmissível, pois o CONSEMA não pode interromper discussões de matérias importantes (inclusive com prazos determinados), enquanto haveria possibilidade de usar espaços alternativos para realizar as reuniões das Câmaras Técnicas e do próprio CONSEMA. A SEMA teria outros locais para reuniões durante este período, como na Fundação Zoobotânica, ou poderia articular com outras secretarias um espaço possível.

O que se pode perceber é que o descaso com o Meio Ambiente do RS se amplia e se agrava, esgotando ao máximo as disposições de diálogo dos Ambientalistas com a SEMA. Considerando o despreparo para redirecionar o local de uma reunião imprescindível, como poderá se posicionar em relação a assuntos mais críticos, como licenciamentos ou resistência ao avanço do capitalismo predatório sobre o RS?  Caso o Governo Tarso não se debruce sobre as demandas dessa secretaria vital, aos Movimentos Ambientalistas do Estado está começando a sobrar apenas a alternativa do enfrentamento.

 Catástrofe no Rio dos Sinos Foto: Movimento Roessler

Leia mais sobre as mudanças na SEMA no blog do CEA: 

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6 comentários sobre “Hélio Corbellini cancela reunião do CONSEMA

  1. Ainda tem mais: Querem desmontar o DEFAP, que iniciou suas atividades como DRNR há mais de 40 anos e tem prestado seus serviços à comunidade riograndense, passando não só a silvicultura para outras entidades, mas responsabilidades que seus servidores cumpriram com seriedade até hoje: CADASTRO DAS EMPRESAS FLORESTAIS E MANEJO FLORESTAL NO BIOMA MATA ATLÂNTICA, … num total desrespeito às Leis que o criaram e aos seus abnegados servidores.

    • Prezados, estarei encaminhando esse questionamento à lista de debates da APEDEMA e retornarei com uma resposta em breve. Obrigada por acompanhar o site da APEDEMA/RS.
      Att
      Ana Carolina M.Silva
      ASPAN/São Borja

  2. Jussara, Corbellini e sua turma representam o completo descaso que esse Governo teve até o momento com o Meio Ambiente. Designar uma secretaria dessa importância a um partido sem nenhuma tradição ambiental (salvo o recente empenho de Aldo Rebelo na deformação do Código Florestal Brasileiro), nas mãos oportunistas que só se preocupam com o próprio partido e com a própria imagem, com fins eleitorais, é uma demonstração de total descompromisso com a pasta. É necessario demonstrar que o Governo do Estado tem algo a perder quando trata dessa forma o Meio Ambiente, a SEMA, as fundações, as ONGs e as instâncias representativas da sociedade. Precisamos exigir um Secretário de Meio Ambiente que tenha minimamente algum trânsito entre os ambientalistas e a comunidade científica, que ouça e considere os seus técnicos, que leve adiante as demandas da área e que se posicione quanto às principais questões ambientais do Estado. É o mínimo que podemos querer.

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